Archive for the ‘Uncategorized’ Category

Cães

sábado, junho 28th, 2008
Сколько же их там 1

Celular é coisa do diabo!

segunda-feira, maio 26th, 2008


Cell Phones Are Evil - Watch more free videos

A espera

segunda-feira, maio 5th, 2008


(Clique na foto para ampliar)

A espera, a angústia. Uma tarde fria, um fim de semana estranha com tornado e queda de árvores. Falta de luz e equipes da CEEE correndo pelo estado e por Porto Alegre. Frio, chuva, vento. Crianças, velhos, mulheres, todos estavam lá. Como um Coliseu dos tempos modernos, uma turba enlouquecida de amor por um clube de futebol - haverá algo mais abstrato do que isso? - com ânsia não de sangue, não de corpos caídos ou membros decepados como em filmes de gladiadores. Não, o que esses seres humanos especiais chamados de “torcedores” queriam era ver Raça, Entrega, Dedicação. Sim, em letras maiúsculas. O Orgulho dos jogadores ao fazer um gol, em fazer o passe perfeito para o companheiro. O sorriso aberto nas arquibancadas valeu o preço do ingresso, valeu o preço da mensalidade. Pseudo-intelectuais dizem que o futebol é o ópio do povo, como se isso fosse algo para se envergonhar. Mas esquecem que qualquer alegria, por fugaz que seja, alegria como quando nosso time faz um gol ou ganha um campeonato, quando nosso time mete acachapantes 8 x 1 no adversário, é uma amostra da alegria que todos sonhamos em sentir em cada momento de nossas vidas.

Frank Zappa - Weasels Ripped My Flesh (10/08/1970)

quinta-feira, maio 1st, 2008

Conceitualmente, o album pode ser considerado conceitualmente uma fusão entre os albuns “Phase Two” e “Burnt Weeny Sandwich”. Ambos consistem de faixas não lançadas antes do fim da formação original dos Mothers. Enquanto o “Burnt Weeny Sandwich” tinha uma mostra mais rígida e planejada, captada em estúdio, “Weasels Ripped My Flesh” são na maioria mostras dos Mothers no palco, em caóticas e frenéticas improvisações características do chamado avant-garde (free jazz). Coisas curiosas surgem aqui: cada músico tinha um tempo de 2 minutos para fazer o máximo de barulho possível, seja com o instrumento ou com o vocal.

Sobre a capa

Frank Zappa recrutou o artista Neon Park para criar uma subversiva imagem de capa baseada em uma estória publicada em setembro de 1956 na revista Man’s Life. Após mostrar a capa da revista, Zappa disse: “É isso. Você acha que consegue fazer algo pior que isso?”. Neon respondeu que criaria uma paródia entre a marca de barbeador elétrico Schick e a revista.

Uma versão alemã mostrava um bebê de metal preso em uma ratoeira. Zappa não aprovou essa capa.

Faixas

Todas compostas por Zappa, exceto onde indicado.

Side one

1. “Didja Get Any Onya?” (live) – 6:51
* Includes ‘Charles Ives’ no CD
2. “Directly from My Heart to You” (Richard Wayne Penniman) – 5:16
3. “Prelude to the Afternoon of a Sexually Aroused Gas Mask” (live) – 3:47
4. “Toads of the Short Forest” – 4:47

Side two

1. “Get a Little” (live) – 2:31
2. “Eric Dolphy Memorial Barbecue” – 6:52
3. “Dwarf Nebula Processional March & Dwarf Nebula” – 2:12
4. “My Guitar Wants to Kill Your Mama” – 3:32
5. “Oh No” – 1:45
6. “The Orange County Lumber Truck” (live) – 3:21
7. “Weasels Ripped My Flesh” (live) – 2:08

Músicos:

* Frank Zappa – Guitarra, vocais
* Jimmy Carl Black – bateria
* Ray Collins – vocais
* Roy Estrada – baixo, vocais
* Bunk Gardner – Sax
* Lowell George – guitarra, vocais
* Don “Sugarcane” Harris – vocais, violino
* Don Preston – Orgão, efeitos eletrônicos
* Buzz Gardner – Trompete
* Motorhead Sherwood – Sax
* Art Tripp – bateria
* Ian Underwood – Sax

Produção

* Produção: Frank Zappa
* Direção de arte: John Williams
* Desenho de capa: Neon Park
* Fotografia: John Williams
* Arte digital: Bob Stone

Fotonovela: Anorexia

domingo, abril 27th, 2008

A britânica Lauren Bailey começou a perder peso drasticamente na adolescência. Aos 26 anos chegou a pesar 30kg e caminhar 12 horas por dia pela rua … não conseguia mais ficar parada com medo de engordar. Mesmo quando não estava caminhando, ela permanecia a maior parte do tempo de pé.Como conseqüência, passou 18 meses no hospital, buscando todas as alternativas para superar a anorexia.

Seu processo de cura levou mais de uma década, e agora ela conta sua experiência para os jovens, falando sobre o seu calvário e tentando provar que eles podem dar a volta por cima.

Em entrevista ao Daily Mail , Lauren afirmou: “sempre sofri de ansiedade, depressão e transtorno obsessivo compulsivo desde que era criança.”

“O que desencadeou minha anorexia foi uma combinação de fatores. Eu estava passando pela puberdade aos nove anos, muito cedo, o que me deixou muito mal - porque eu sempre era maior que as outras meninas da minha idade. Me sentia intimidada, porque eu era diferente”
“A anorexia se desenvolveu depois que alguém me disse que eu deveria fazer uma dieta. Aos 14 anos eu era muito jovem para pensar nessas coisas. Foi então que comecei a minha obsessão com os exercícios.”

“Eu já estava caminhando pelas ruas às 6:00 da manhã e só parava às 18:00, eu subia e descia qualquer escadas que encontrasse. Hoje não sei como conseguia fazer isso. Acho que era a adrenalina da anorexia”.

Lauren só entendeu que estava com anorexia após ler um artigo em uma revista. “Eu pensei, oh meu Deus, eu faço todas essas coisas”, disse ela.

“Sempre pensei que eu estava fazendo a coisa certa. Todo mundo está obcecado por dietas e pensei que estava no caminho certo”.

Uma das piores fases de Lauren ocorreu em 2004 quando ela tinha 23 anos e pesava 30 kg. Os médicos chegaram a dizer a sua mãe, Alison Williams, que sua saúde mental estava afetada, e que temiam pela vida da sua filha.

Em Março de 2006 ela foi novamente hospitalizada. E mesmo, praticamente vivendo num quarto de hospital, Lauren não sossegava e continuava caminhando pelo quarto. Após meses no hospital, ela finalmente começou a perceber que estava cavando sua própria sepultura. “Eu pensei, eu estou vivendo dentro de um hospital, quando deveria estar lá fora.”

Lauren finalmente deixou o hospital em agosto de 2007 e, desde então, tem retomado sua vida normal. Embora ela não goste de falar sobre o seu peso atual, basta apenas olhar para ver como ela está saudável. Bem diferente da figura esquelética no auge da sua doença. “Ainda tenho problemas, mas agora estou gozando a vida. Quero mostrar às pessoas que eles podem vencer a anorexia e reconstruir suas vidas.”

Conhecimento é contagioso - passe adiante

domingo, abril 27th, 2008 YouTube Preview Image

Do lado de lá

sábado, dezembro 22nd, 2007

Era uma vez um cara que morreu. Ele sentiu uma dor estranha no peito. Depois, nada. Um zumbido no ouvido, um desequilíbrio passageiro, até seus olhos recuperarem o foco.

- 127.321.165.121 chegou - disse uma voz.

- Quem é você? - perguntou o homem. A pergunta dirigia-se para a mulher que havia falado.

- Contadora 548.644. O senhor está se sentindo bem?

- Claro que sim. Ou não? Não sei. Lembro de ter desmaiado ou coisa parecida.

- Não, - ela pegou um lápis e escreveu algo em sua prancheta - o senhor está enganado. O senhor não desmaiou, morreu.

- Morri?

- Sim.

- Mas, como?

- Coração. Agora, se o senhor não se importa gostaria de lhe fazer algumas perguntas.

Era uma sala enorme. A contadora vestia branco. Não era exatamente a imagem que um dia ele fizera do céu, mas o céu poderia muito bem ser um lugar asséptico como aquele.

- Então, isso é o céu?

- Não. O senhor está sentindo alguma dor?

- Se não é o céu, é o inferno? - disse isso sem medo. Quando criança ele acreditava no céu e no inferno, mais no inferno, temor criado pelas professoras do colégio de freiras, que, aliás, eram todas freiras.

- Nem o céu, nem o inferno. O senhor sente dor?

- Dor? Não. Só uma leve tontura…

- Ah, é assim mesmo. Logo vai passar. Por favor, responda as perguntas que irei lhe fazer.

- Tem água?

- Água? Mas o senhor está morto - mesmo assim ela caminhou até um arquivo próximo, abriu a gaveta e tirou de lá dentro um copo grande com água. Alcançou para o homem e ele, surpreso, viu que estava gelada.

- Geladeira estranha… ei, qual o seu nome?

- Já disse. Meu nome é Contadora 548.644.

- Contadora, você é muito bonita.

Ela pegou a prancheta e encostou perto do peito - obrigada. Há muito que não ouço isso.

- Anos?

- Não, minutos - franziu a testa e continuou com as perguntas.

- Mas eu queria…

- O senhor terá algum tempo depois. Por favor, vamos continuar…

“O senhor acredita que de alguma forma a vida poderia ser diferente? Para melhor ou para pior?”

“A Bíblia ainda é uma fonte de referência confiável para as palavras de Deus ou acha que é necessária uma Segunda volta de Cristo?”

“A Igreja Católica deveria permanecer como a fiel depositária da Palavra?”

“Satanás deve continuar sendo mostrado erroneamente como símbolo máximo do mal na falta de escolha mais adequada?”

E assim ia. Perguntas e mais perguntas.

“As pessoas poderiam ter a chance de decidir seus destinos logo que alcançassem idade suficiente para discernir o certo do errado?”

“A telepatia deveria ser incrementada?”

“O apêndice deveria ser suprimido? As lombrigas são realmente úteis na Fauna terrestre?”

“Os contatos entre povos de diferentes planetas e galáxias deveria ser facilitado? A criação de algo capaz de viajar mais rápido do que a luz seria uma proposta aceitável?”

“Os cães, gatos e outros animais deveriam ter a inteligência equiparada à dos humanos?”

- Escuta, que mixórdia é essa?

- Uma pesquisa para o melhoramento da vida.

- Como assim?

- Responda, “O senhor acha que a reencarnação ou a vida eterna deveria realmente existir?”

- Rá! A vida eterna não existe? A vida eterna não foi… implantada, ainda? Afinal, o que é isso aqui?

- Prorrogação.

- Prorrogação?

- Sim, prorrogação.

- Mas, que diabos, o que significa exatamente isso?

- Todas as pessoas, logo que morrem, vem para cá.

- Para?

- Para a tomada de consciência e que possam responder a pesquisa de melhoramento.

- Isso é uma brincadeira, certo?

- Como?

- Estou vivo e tudo isso aqui foi planejado, algo como aquelas “pegadinhas” da televisão?

- Não tenho certeza se estou entendendo o que o sen…

- Quer dizer que isso aqui não é céu, nem inferno, nem porra de droga nenhuma?

- O que significa “porra de droga”?

- Apenas uma expressão que usamos quando furiosos. Afinal, o que é você?

- Um dia eu já vivi. Nasci, cresci, reproduzi, envelheci e morri. E vim parar aqui. Me ofereceram a vaga e aceitei. Não é oferecida a chance para todos e nem todos para o qual ela é oferecida a aceitam. Muitos apenas respondem a pergunta e depois vão embora.

- Embora para onde?

- Para o fim.

- Que fim?

- O fim, ora. O que há depois da vida? Apenas a prorrogação e depois o nada, o fim.

- Zero? Nem vida, nem morte? Nenhum pensamento?

- Nada.

- Onde está Deus?

- Deus não existe.

- Mas, se Ele não existe, quem criou esse lugar?

- Esse lugar não foi criado.

- Como não, se estamos nele?

- Esse lugar não existe. Essa é apenas uma representação em sua mente. Para diminuir o impacto de estar numa vida cheia, gloriosa, movimentada e depois passar para o mesmo estado em que todos nós estávamos antes do nascimento. Lugar nenhum.

- Que sem graça.

- Sim, sabemos, mas é assim.

- Mas eu não quero terminar, quero continuar nem que seja nessa vida autômata que vocês levam. Aqui ocorrem festas? Há esportes, música? Exposições de arte? Praia?

- Não, aqui não há nada. Apenas esse lugar, os contadores e os que estão passando pela prorrogação.

- Jamais se perguntou se há algo a mais?

- Para quê faria isso?

- Não acredito que todos os que passaram por aqui tenham se comportado como cordeirinhos. Com certeza alguns mais exaltados, ou aventureiros, devem ter tido a vontade em saber mais sobre esse lugar. Não dá apenas para acreditar nessa lorota toda apenas por acreditar.

- A maioria se conforma.

- Sério? Então há algo errado comigo. Jamais fui um contestador, sempre paguei os impostos direitinho, apesar de considerá-los abusivos e imorais. Não matei, não roubei, sempre procurei fazer o bem. Mas agora, vendo que depois da vida não há nada, apenas essa piada cósmica chamada prorrogação, snto o sangue ferver. Alguma coisa há de existir além dessas paredes.

- Que paredes?

- Essas paredes aí.

- São representações.

- Como assim?

- Imagine que estamos ao ar livre. Mas não há mais estrelas, ou sol, ou lua. Não há ceu. Nuvens, aviões, pássaros, mosquitos, nada. Não há grama verde nem rios. Não há árvores, nem macacos, nem formigas, nem nada.

O homem simplesmente levantou e saiu correndo em direção a parede mais próxima. Quanto mais ele corria, mais a parede aparecia distante. Era impossível, pensou, não poderia existir um prédio tão grande assim. Quando ele notou que alcançava pessoas, ou vultos, que apareciam a distância, mas a parede continuava a parecer tão distante em temros de quilômetros, ele desistiu. Olhou para trás e viu que não havia saído de perto da “Contadora”.

- Quer responder as perguntas agora?

Ele assentiu com a cabeça, um movimento mínimo, triste. Ele aceitou a derrota. Então tudo se resumia a isso? Uma bateria de perguntas de como foi a vida, como melhorá-la ou deixá-la mais emocionante, etc etc etc. E as bilhões de pessoas, enganadas quanto a existência da vida eterna? Ele fez a pergunta.

- Não tenho nada com isso, sou apenas uma Contadora.

Ele respondeu várias perguntas. Quando terminou, ela terminou de fazer as anotações em sua prancheta, tirou a folha da mesma e a dobrou como se fosse jogar no lixo. Fez uma bola e arremessou com força para o alto. Ele não disse nada, apenas ficou observando o papel que subia inexoravelmente para o alto, como que impelido por alguma força.

- Para onde ele vai?

- Quem?

- O papel?

- Não sei. Alguém vai lê-lo mas não sei quem.

Ele permaneceu abatido. Não sabia exatamente o que viria em seguida.

- E agora?

- Bom, agora é a escuridão total.

- Assim, sem mais nem menos?

- É.

- E se eu quiser continuar?

- Desculpe, mas não será possível.

- Não posso ficar aqui como um… “contador”?

- Não creio que seja possível.

- Por?

- Suas respostas não foram adequadas.

- Como assim?

- Adeus.

- O que você quer dizer com “não foram adequadas”? Eu quero ficar, nesse lugar, descobrir se há alguma maneira de prolongar a vida, essa vida estranha chamada de prorrogação, ou se há alguma forma de voltar a vida, de encontrar a imortalidade. Ainda há muitas coisas para serem feitas e eu não quero simplesmen… Deus !

Seu olhar ficou embotado. Os membros tornaram-se enrijecidos e ele deitou na maca. Apenas sua respiração, ou algo parecido, continua, como sinal de que seu corpo, ou o que restava dele, continuava ativo.

- Adeus - ela permaneceu perto dele por alguns instantes. Baixou seu rosto perto do dele e quase o beijou. Que pena, ele queria tanto, mas nem todos tinham a honra.

Ele finalmente terminou de morrer, para sempre. Já não existia mais. Somente na lembrança dos que permaneciam vivos. E, quando esses também se fossem, ninguém mais lembraria dele. Apenas um livro, que repousava sabe-se lá onde, continha o número correspondente à vida dele: “Cento e vinte e sete bilhões, trezentos e vinte e um milhões, cento e sessenta e cinco mil, cento e vinte e um”

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