terça-feira, outubro 7th, 2008
Anthem é um romance distópico de Ayn Rand, publicada originalmente em 1938. A estória ocorre em um futuro inespecífico quando a humanidade entrou em outra época de escuridão como resultado dos males da irracionalidade , coletivismo (o estado é sempre maior que o indivíduo) e a fraqueza do pensamento socialista e econômico. Os avanços tecnológicos são cuidadosamewnte planejados (quando e como) e o conceito de individualismo foi eliminado (por exemplo, a palavra “I” - Eu - desapareceu das línguas). Como é comum em seu trabalho, Rand traça uma distinção clara entre os valores de igualdade e fraternidade do socialismo/comunismo e os valores de propriedade e individualidade do Capitalismo.

- Anthem - de Ayn Rand
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Muito dos temas presentes aqui, ressurgiram com força e na forma definitiva nos trabalhos posteriores da autora, como The Fountainhead (A Nascente) e Atlas Shrugged (Quem é John Galt?) . Entretanto, o estilo empregado em “Anthem” é único entre os trabalhos de Rand, cuja narrativa é mais centrada e econômica, com pouco uso de discursos filosóficos colocados em falas de personagens, como nos livros já citados. É provavelmente sua obra mais “acessível”.

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Sumário
“Equality 7-2521″ (Igualdade 7-2521) , escrita em um túnel sobre a terra, explica o background dessa sociedade. Seu uso exclusivo dos pronomes no plural (nós, vocês, eles) para referir-se a si mesmo ou aos outros, é óbvio. A idéia do Conselho Mundial é eliminar todas as idéias individualistas. Pessoas são presas ou queimadas ao dizer a “Palavra Proibida” (que não é revelada durante o livro, somente ao final).
Influências em Anthem
Rand descreve um conto que ela leu em um jornal, num sábado à tarde, em meados de 1937, que a influenciaram a escrever Anthem.
A estória em questão foi certamente a escrita por Stephen Vincent Benét, “By the Waters of Babylon,” publicada no Washington Post em 1937.
Anthem também apresenta semelhanãs notáveis com da novela “We” de Yevgeny Zamyatin, que também influenciou Nineteen Eighty-Four (1984) de George Orwell. Como Zamyatin, Rand viveu algum tempo a experiência do regime Soviético. E, naquela época, onde o coletivismo era a regra, onde a idéia que o indivíduo não era nada, apenas um pilar do coletivo, explica-se o surgimento de dois livros com tema tão parecido.
Influência na cultura popular
2112
A mais notável influência desse trabalho de Ayn Rand na cultura popular é o álbum “2112″ do grupo canadense de Rock Progressivo Rush, lançado em 1976. É um álbum conceitual, cuja estória apresenta grandes paralelos com “Anthem”.
Nas notas do álbum, Neil Peart, o baterista-letrista, agradece “the genius of Ayn Rand” (Ao gênio de Ayn Rand).
É fato, Neil Peart se tornou, talvez, o maior popularizador das idéias de Ayn Rand. Este mesmo que vos escreve, passou a “caçar” os livros da Ayn Rand após ler, numa F.A.Q. sobre o Rush, que albuns como 2112 e muitas idéias presentes nas letras da banda, fazem referência às idéias da autora.
Assim como o disco “2112″ é baseado em Anthem, o álbum “Fly By Night” possui uma musica, a primeira, chamada “Anthem.
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domingo, setembro 28th, 2008
Desde 1994, sou um apreciador do bom e velho Rock Progressivo. O lugar onde eu morava, somado às condições financeiras de minha família, não permitiram que eu conhecesse o rock inglês mais cedo, tipo, comprar discos de vinil, essas coisas.
Meu gosto musical inicial era na base de Raul Seixas, Nirvana, Metallica e Guns N´Roses. Rádio, ouvia pouco. Pois a música brasileira não me interessava - com a exceção de grandes bandas como Engenheiros do Hawaii, Garotos da Rua, Cascaveletes, Blitz (sim, eu gostava e ainda gosto muito do som deles), Legião Urbana e, principalmente, Ultraje a Rigor.
Acho que foi lá por 1994, quando uma conhecida abriu - com o dinheiro dos pais - uma locadora de cd´s. Na época, eu não tinha aparelho. Portanto, gravava os cd´s em k7 para ouvir em casa. Se fazia isso muito naquela época. E o disco que ficou gravado na minha mente era um que tinha uma coruja na capa. Ainda lembro exatamente quando vi aquele cd e perguntei pro cara que atendia, que depois de tornou um grande amigo, o Cláudio, atualmente residindo em Joinville (e cônsul do glorioso Sport Club Internacional), que banda era aquela.
Claro, o disco da coruja era o Fly By Night, do Rush. Lembro que ele me disse “Ah, não acredito que tu não conhece o Rush?”
Não conhecia. Ele me gravou a fita e eu quase gastei de tanto ouvir. Depois fiquei sabendo que a música tema do MaCgyver (profissão perigo - um seriado dos anos 80, o melhor de todos os tempos), também era deles: Tom Sawyer.
E, foi ali que comecei a procurar mais sobre o Rush. Depois, com o advento da Internet, eu já morando em Porto Alegre, ficou mais fácil de pesquisar sobre essas bandas. A seguinte foi o Emerson, Lake & Palmer. Já tinha aparelho que tocasse CD, e comprei o “Best Of Elp”.
Antes, uma estoria engraçada. Quando eu ainda não tinha como tocar CD, teve um amigo secreto na empresa onde trabalhava. E tinha um mural onde dava para colocar sugestões. E coloquei: qualquer um do Rush, exceto o Fly By Night. Pois esse eu já tinha ouvido, e queria ouvir os demais. Pois bem, o colega que me tirou no amigo secreto, o Luciano, era Engenheiro de Obras. E, coincidentemente, estava viajando a trabalho para os Eua. E ele me trouxe simplesmente o Moving Pictures. Que depois vim a saber que era o melhor do Rush (conforme a maioria popular, mas eu considero Permanent Waves e Signals os melhores).
Bom, retomando, Rush, depois ELP. Mais tarde vieram Yes, Genesis, Marillion, Supertramp - que eu já ouvia muito na rádio. Aliás, era a única banda de RP que tocava na rádio. Com exceção de uma música que até hoje toca na Rádio Gaúcha, que recentemente descobri ser uma do Triumvirat, “History of Mistery” (será que o grupo RBS paga royalties pro Triumvirat???). A música do Supertramp era a famosa “Logical Song”.
Buenas, depois de ler sobre várias bandas, me senti atraída por uma apenas pelos artigos de um fã: Van der Graaf Generator. Lembro que o nome do fã era Lucas e ele tinha um site com resenhas de álbuns. Simplesmente esqueci o sobrenome dele. E acho que o site não existe mais. Era na época do Geocities. Mas a partir dali fui atrás e descobri o “Pawn Hearts” do VDGG. E ainda considero essa a obra máxima do RP.
O resto é história. Com o advento da Internet, até hoje descubro “bandas novas”. Isto é, bandas do final dos 60 e da década de 70, muitas vezes lançando um disco apenas e desaparecendo. Bandas da Itália, Alemanha, Suécia, Austrália, África do Sul, etc etc etc.Podem falar o que quiser da pirataria, mas agradeço a vários amantes do RP que possuem blogs e procuram apresentar essas obras do passado para quem ainda não as conhece. De outra maneira, não haveria como conhecer essas bandas. E, francamente, uma banda que encerrou as atividades há mais de 30 anos, geralmente de um disco só, é quase um favor disponibilizarem o disco deles para os interessados.
Enfim, hoje já conheço “algumas” bandas de RP. Me considero um profundo conhecedor, já que passei por quase todo o grande RP Inglês, vasculhei o Alemão, o Italiano, e o de outros países.
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Rock progressivo (também abreviado por prog rock ou prog) é um ambicioso, eclético e muitas vezes grandioso estilo de música de rock que apareceu no fim da década de 1960, principalmente na Inglaterra, atingindo o pico da sua popularidade no princípio da década de 1970, porém ainda hoje conquista inúmeros novos ouvintes. O rock progressivo foi um movimento principalmente europeu que bebeu as suas principais influências na música clássica e no jazz fusion, em contraste com o rock estadunidense historicamente influenciado pelo rhythm and blues e pela música country. Ao longo dos anos apareceram muitos sub-géneros deste estilo tais como o rock sinfônico, o space rock, o krautrock, o R.I.O e o metal progressivo. Praticamente todos os países desenvolveram músicos ou agrupamentos musicais voltados a esse gênero e uma boa dose de músicas típicas regionalmente também se inseriu no estilo.
Seus fãs admiram o estilo pela sua complexidade, que requer um alto grau de virtuosismo e entendimento musical teórico por parte dos intérpretes. A crítica muitas vezes (amplamente após o surgimento do punk rock) troça do género por ser demasiado pomposo e complacente. Isto deve-se ao fato de que ao contrário de outros estilos musicais consistentes como a música country ou o hip hop, o rock progressivo é difícil de definir de um modo conclusivo. Robert Fripp líder da banda King Crimson chegou a mostrar de viva voz o seu desdém pelo termo.
As principais características do rock progressivo incluem:
- Elementos essenciais
* Composições longas, por vezes atingindo os 20 minutos (ou até mesmo durando o tempo de um álbum inteiro, como é o caso do Thick as a Brick, da banda Jethro Tull), com melodias complexas e harmonias que requerem uma audição aguçada para que se possa compreendê-las. Estas são muitas vezes chamadas de épicos e são a melhor aproximação do género à música clássica. Um bom exemplo dos primeiros foi a peça de 23 minutos “Echoes” dos Pink Floyd, ou “Atom Heart Mother”. Outros exemplos famosos são: “Close to the Edge” dos Yes com 18 minutos, “2112″ e “Hemispheres” do Rush com 20 e 18 minutos, respectivamente. “A Change Of Seasons”, com 23 minutos e “Six Degrees of Inner Turbulence”, com 42 minutos (dividida em 8 sessões, tambem chamados “Atos”), “Octavarium”, com 23 minutos, todas do Dream Theater e “Supper’s Ready” dos Genesis com 23 minutos, além do álbum de uma só música, do Jethro Tull, Thick as a brick, “Eruption” Focus com 23 minutos e Emerson, Lake & Palmer, com as peças “Tarkus” e “Karn Evil 9″. No Brasil temos “1974″ do e “Amanhecer Total” do O Terço com 13 minutos e 19 minutos respectivamente, “Eyes of time” do Arion com 14 minutos, “Luares” do Palma com 15 minutos e “Hey Joe” dos Mutantes com 12 minutos.
Mais recentemente encontram-se exemplos extremos: “Light of Day, Day of Darkness” dos Green Carnation com 60 minutos e “Garden of Dreams” dos The Flower Kings com 64 minutos, embora dividido em 18 secções.
* Letras complexas e que expressam por narrativas impenetráveis tocando temas como a ficção científica, a fantasia, a religião, a guerra, o amor, a loucura e a história. Para além disso e reportando aos anos 1970 muitas bandas progressivas (principalmente alemãs) usavam letras com cariz político (de esquerda) e preocupações sociais. Apesar de estas características poderem ser bastante comuns em muitas bandas deste estilo, o factor “letras” não pode ser utilizado para definir o rock progressivo. Muitas das grandes músicas no rock progressivo são instrumentais.
* Álbuns conceptuais, nos quais o tema ou história é explorado ao longo de todo o álbum, tornando-se um conceptual do estilo ópera rock se seguir uma história. Na época dos discos de vinil, normalmente eram usados álbuns duplos com capas com gráficos bastante sugestivos e muito completas. Exemplos famosos disso incluem: The Lamb Lies Down on Broadway dos Genesis, 2112 e Hemispheres do Rush,Tales From Topographic Oceans dos Yes, Dark side of the Moon e The wall dos Pink Floyd, e mais recentemente Metropolis, Pt. 2: Scenes From A Memory dos Dream Theater, Bigorna do Cartoon (banda) ou Snow dos Spock’s Beard.
* Vocalizações pouco usuais e uso de harmonias vocais múltiplas: Magma, Robert Wyatt e Gentle Giant.
* Uso proeminente de instrumentos eletrônicos, particularmente de teclados como órgão Hammond, piano, mellotron, sintetizadores Moog (moog modular e minimoog) e sintetizadores ARP, em adição à combinação usual do rock de guitarra, baixo e bateria. Além disso, instrumentos pouco ligados à estética rock, como a flauta (o mais utilizado destes), o violoncelo, bandolim, trompete e corne inglês. A busca de novos timbres e novos padrões sonoros, conseguidos naturalmente através desses instrumentos ou tratados em estúdios, também sempre foi uma obsessão de seus músicos e admiradores, ávidos por atingirem (e arrombarem) as portas da percepção sonora.
* O uso de síncope, compasso composto, escalas musicais e modos complexos. Algumas peças usam múltiplos andamentos e tempos muitas vezes sobrepostos. O início de Close To The Edge dos YES é um exemplo claro de polirritmia. A banda King Crimson combina muitas vezes muitos deste elementos na mesma música. Muitas das músicas do Rush são em parte ou completamente na métrica de 7/8. “Dance of eternity” do Dream Theater, tem mudanças de compasso numa sequência de 5/8-5/8-7/8-5/8-7/8-5/8-5/8-7/8.
* Enormes solos de praticamente todos os instrumentos, expressamente para demonstrar o virtuosismo e feeling dos músicos, sendo esta o tipo de actuação que contribuiu para a fama de intérpretes como os tecladistas Rick Wakeman e Keith Emerson, os bateristas Neil Peart, Mike Portnoy e Carl Palmer, guitarristas como David Gilmour, John Petrucci e Steve Howe e baixistas como Chris Squire e Geddy Lee.
* Inclusão de peças clássicas nos álbuns. O Yes, por exemplo, começavam os seus concertos com um sampler de “Firebird suite” de Igor Stravinsky e o Emerson Lake & Palmer tocava arranjos de peças de Aaron Copland, Bela Bartok, Modest Mussorgsky, Sergei Prokofiev, Leoš Janáček e Alberto Ginastera, e muitas vezes misturavam partes extensas de peças de Johann Sebastian Bach. A bandaMarillion começou concertos com “La Gazza Ladra” de Gioacchino Rossini e deram esse nome ao seu terceiro álbum ao vivo. Symphony X inspirou-se em e incluíram peças de Ludwig van Beethoven, Gustav Holst e Wolfgang Amadeus Mozart. Emerson Lake & Palmer chegaram ao ponto de tocar apenas clássicos. Pictures at an exibition, do grupo Emerson, Lake & Palmer é o melhor exemplo disso, sendo uma peça de Mussorgsky à qual foi dada um arranjo rock, e acrescentadas letras e músicas compostas pelos intérpretes.
Outros exemplos são “The Barbarian” (um arranjo para piano da peça “Allegro Bárbaro” de Bela Bartok e “Knife edge” (um arranjo com letra da “Sinfonietta” de Leos Janacek em conjunto com “French suite em Ré menor de Bach. Os grupos Renaissance, OMEGA e diversas outras bandas costumavam inserir trechos de peças barrocas como a “Toccata e Fuga em Ré menor BWV 565″ de Bach.
Modelos de composição
As composições do rock progressivo muitas vezes seguem estes modelos de “suite”:
* A forma de uma peça que é sub-dividida em várias à maneira da música erudita. Um bom exemplo disso é “Close to the edge” e “And You And I” do Yes no álbum Close to the Edge, que são divididas em quatro partes, ou “Shine on You Crazy Diamond” do Pink Floyd dividida em nove partes,”2112″ do Rush dividida em oito partes,ou até mesmo a instrumental “La villa Strangiato” dividida em onze partes. Outros exemplos mais recentes do metal progressivo são “A Change of Seasons” (do álbum homônimo) e “Octavarium” (do álbum homônimo) do Dream Theater, que é dividida em sete e cinco partes respectivamente e “Through the Looking Glass” (três partes), “The Divine Wings of Tragedy” (sete partes) e “The Odyssey” (sete partes) do Symphony X.
* Composição feita de várias peças, estilo “manta de retalhos”. Bons exemplo são: “Supper’s ready” do Genesis no álbum Foxtrot e o álbum Thick as a Brick do Jethro Tull.
* Uma peça que permite o desenvolvimento musical em progressões ou variações à maneira de um bolero. “Abbadon’s Bolero” do trio Emerson, Lake & Palmer, “King Kong” do álbum Uncle meat de Frank Zappa é um bom exemplo.
História
Anos 1960: os precursores
O rock progressivo nasceu de uma variedade de influências musicais do final da década de 1960, particulamente no Reino Unido. Entre outros desenvolvimentos, os Beatles e outras bandas de rock psicodélico começaram a combinar o rock and roll tradicional com instrumentos da música clássica e ocidental. Os primeiros trabalhos de Pink Floyd e Frank Zappa já mostravam certos elementos do estilo. A composição “Beck’s Bolero”, de Jeff Beck e Jimmy Page em 1966, é um retrabalho de “Bolero” do compositor francês Maurice Ravel. A cena psicodélica continuou o constante experimentalismo, começando peças bastante longas, apesar de geralmente sem tanto tratamento quanto à estrutura da obra (como por exemplo em “In-A-Gadda-Da-Vida” de Iron Butterfly).
Pioneiros alemães da música eletrônica como Tangerine Dream introduziram o uso de sintetizadores e outros efeitos em suas composições, geralmente em álbuns puramente instrumentais. Em meados da década de 1960 o The Who também lançou álbuns conceituais e opera rocks, apesar de ser baseado principalmente na improvisação do blues, assim como feito por outras bandas contemporâneas tais como Cream e Led Zeppelin.
Anos 1970: nascimento, auge e queda
Bandas tidas como referência do rock progressivo incluem The Nice e Soft Machine, e apesar das origens terem sido formadas em meados da década de 1960 foi somente em 1969 que a cena estaria se formando concretamente, como evidenciado pela aparição de King Crimson em fevereiro desse mesmo ano. A banda foi seguida rapidamente de outras bandas do Reino Unido incluindo Yes, Genesis, Pink Floyd, Emerson Lake and Palmer e Jethro Tull. Exceto pelo ELP, tais bandas começaram suas carreiras antes do King Crimson, mas mudaram o curso de sua música consideravelmente após o lançamento do álbum In the Court of the Crimson King. A mudança do som do Pink Floyd também foi reflexo da saída de Syd Barrett, o maior compositor da banda entre 1965 e 1967.
O rock progressivo ganhou seu momento quando os fãs de rock estavam em desilusão com o movimento hippie, movendo-se da música popular sorridente da década de 1960 para temas mais complexos e obscuros, motivando a reflexão. O álbum Trespass do Genesis inclui a canção “The Knife”, que retrata um demagogo violento, e “Stagnation”, que retrata um sobrevivente de um ataque nuclear. O Van der Graaf Generator também abordava temas existenciais que relacionavam-se como o niilismo.
O estilo foi especialmente popular na Europa e em partes da América Latina. Várias bandas fora do Reino Unido que seguiram a trajetória dos britânicos foram o Premiata Forneria Marconi, Area, Banco del Mutuo Soccorso e Le Orme da Itália, além de Ange e Magma da França. A cena italiana foi posteriormente categorizada como rock sinfônico italiano. A Alemanha também produziu uma cena progressiva significante, geralmente referida como Krautrock. Os Tantra e José Cid, cujo disco 10.000 anos depois entre Vénus e Marte é considerado um dos melhores de rock progressivo, protagonizaram o género em Portugal. No Brasil, Os Mutantes combinaram elementos da música brasileira, rock psicodélico e outros sons experimentais para criar um som nada ortodoxo, com letras inspiradas pela fantasia, literatura e história.
Um grande elemento de vanguarda e contra-cultura é associado com o rock progressivo. durante a década de 1970 Chris Cutler do Henry Cow ajudou a formar um grupo de artistas referidos como Rock in Opposition, cuja proposta era essencialmente criar um movimento contra a atual indústria da música. Os membros originais incluiam diversos grupos tais como Henry Cow, Samla Mammas Manna, Univers Zéro, Etron Fou Leloublan, Stormy Six, Art Zoyd, Art Bears e Aqsak Maboul.
Fãs e especialistas possuem maneiras divergentes de categorizar as diversas ramificações do rock progressivo na década de 1970. A Cena Canterbury pode ser considerada um sub-gênero do rock progressivo, apesar de ser muito mais direcionado ao jazz fusion. Outras bandas tomaram uma direção mais comercial, incluindo Renaissance, Queen e Electric Light Orchestra, e são algumas vezes categorizadas como rock progressivo. Através do tempo, bandas como Led Zeppelin e Supertramp também incorporaram elementos não usuais em seu som tais como quebras de tempo e longas composições.
A popularidade do gênero atingiu seu auge em meados da década de 1970, quando os artistas regularmente atingiam o topo das paradas na Inglaterra e Estados Unidos. Nessa época começaram então a surgir bandas estadunidenses como Kansas e Styx, que apesar de existirem desde o começo dos anos 70, tornaram-se sucesso comercial após o vinda do rock progressivo às Américas. A banda de Toronto, Rush, também foi muito bem sucedida fazendo um hard rock com influências progressivas, com uma seqüência de álbuns de sucesso desde meados da década de 1970 até atualmente.
Com o advento do punk rock no final da década de 1970 as opiniões da crítica na Inglaterra voltaram-se ao estilo mais simples e agressivo de rock, com as bandas progressivas sendo consideradas pretensiosas e exageradas em demasiado, terminado com o reinado de um dos estilos mais liderantes do rock.[1][2] Tal desenvolvimento é visto freqüentemente como parte de uma mudança geral na música popular, assim como o funk e soul foram subsituídos pela música disco e o jazz ameno ganhou popularidade sobre o jazz fusion. Apesar disso, algumas bandas estabelecidas ainda possuíam ampla base de fãs, como Rush, Genesis, Yes e Pink Floyd, e continuaram regularmente no topo de paradas e realizando grandes turnês. Em torno de 1979, é geralmente considerado que o punk rock evoluiu para o New Wave, e na mesma época o Pink Floyd lançou The Wall, um dos álbuns mais vendidos de todos os tempos.
Anos 1980: o rock neoprogressivo
Os princípios dos anos 1980 assistiram ao revivalismo do género, através de bandas como os Marillion, IQ, Pendragon e Pallas. Os grupos que apareceram nesta altura são por vezes chamados de “neoprogressivos”. Foram amplamente inspirados pelo rock progressivo, mas também incorporaram fortemente elementos do new wave. É caracterizado pela música dinânica, com grande presença de solos tanto de guitarra quanto de teclado. Por esta altura alguns dos grupos leais ao rock progressivo mudaram a sua direcção musical, simplificando as suas composições e incluindo mais abertamente elementos electrónicos. Em 1983 os Genesis alcançam um grande êxito internacional com o single “Mama”, que tinha um forte ênfase na bateria eletrônica. Esta canção foi gravada em um álbum que também celebrizou o clássico “Home by the Sea”, que apresentava uma versão com letra e outra instrumental. Em 1984, o Yes alcança um grande êxito com o álbum 90125 e seu hit “Owner Of A Lonely Heart”, que continha (para aquela época) efeitos eletrônicos modernos e era acessível a ser tocada em discotecas e danceterias.
Anos 1990: third wave e metal progressivo
Nos anos 1990 outras bandas começaram a reviver o estilo com a chamada third wave, composta por bandas como os suecos The Flower Kings, os ingleses Porcupine Tree, os escandinávo e os americanos Spock’s Beard e Echolyn, que incorporaram o rock progressivo no seu estilo único e eclético. apesar de não soar igual, tais bandas estão muito relacionadas com os artistas da década de 1970, considerados por alguns inclusive uma fase retrô do estilo.
Na mesma época houve o surgimento do metal progressivo, um estilo comercialmente bem sucedido que também derivou vários elementos do rock progressivo, incorporando também elementos do heavy metal. Isso trouxe para o estilo uma maior técnica, fruto de uma aprendizagem acadêmica, capacitando-as a explorar músicas longas e álbuns conceituais. Bandas do estilo incluem Tool, Dream Theater (Estados Unidos), Ayreon (Países Baixos), Queensrÿche (Estados Unidos), Opeth (Suécia), Symphony X, Pain Of Salvation, Fates Warning, Ark e A.C.T (Suécia). Bandas da década de 1970 frequentemente citadas como referência para o metal progressivo coincidem com as mais bem sucedidas, tais como Yes, Rush, Pink Floyd e Genesis.
No trabalho de grupos contemporâneos como os Radiohead e bandas post rock como Sigur Rós e Godspeed You! Black Emperor, estão presentes alguns dos elementos experimentais do rock progressivo.
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