terça-feira, outubro 7th, 2008
Proposta faz parte do novo plano do Ministério da Defesa
Um novo plano de defesa nacional poderá tornar o serviço militar obrigatório para as mulheres. Se o projeto elaborado pelo ministro da Secretaria de Assuntos Estratégico, Mangabeira Unger, e o ministro da Defesa, Nelson Jobim, for aprovado, mulheres vão ter que se alistar e prestar serviço social durante um período determinado. Segundo os ministros, o plano ajudaria a fortalecer o trabalho social no país, além de diminuir a evasão escolar.
Hoje, existem cerca de 320 mil mulheres nas Forças Armadas, e quase 190 mil estão no Exército. Como elas não podem se alistar, as brasileiras a partir dos 18 anos só podem prestar serviço militar se forem aprovadas em concurso público. A Marinha foi a primeira a incluir mulheres em seu quadro de funcionários, há 28 anos.
Pelo mundo
O novo plano se assemelha a projetos adotados em outros países, entre eles Israel, onde o serviço militar é considerado um dos mais humanitários do mundo.
A presença das mulheres nas forças armadas tem crescido em vários países, mas apenas alguns deles, como Nova Zelândia, Canadá, França, Estados Unidos, Dinamarca, Noruega e Suíça, permitem o sexo feminino em posições de combate.
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sábado, setembro 27th, 2008
O quê dizer de Spore? Até o momento, é o lançamento do ano para PC. Em seguida virá o GTA, que provavelmente arrebatará novamente os corações e mentes, mas SPORE é um jogo que merece estar no teu computador.

- Spore
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Por várias excelentes razões, entre elas: é um simulador de Universo. O mais interessante no início é a teoria utilizada para o início da vida, que é chamada de Panspermia (Leia mais sobre a Panspermia ali embaixo). Você começa como uma criatura unicelular, ou algo parecido, e vai fazendo escolhas que determinarão o quê e como você será no futuro. Suas cores, formato, número de olhos, braços, pernas, tamanho. Depois da fase unicelular, que se se escolhe se será carnívoro ou herbívoro, e atingido o número suficiente de DNA, seu cérebro, em algum momento, evolui de estruturas menores. Logo, você poderá ir para terra firme.


(seja você quem for ou como for, nade e procure se alimentar)
Chegando lá, você estará na companhia de criaturas exatamente iguais à você, sua espécie cara-pálida. Existirá um ninho e um mapa indicando a posição dele e a existência de outras criaturas, ainda desconhecidas. Quando você travar contato com elas, escolherá o que fazer: formar uma aliança - e para isso precisará usar algumas habilidades como cantar ou dançar - ou simplesmente dar um rugido e começar a comer seu “adversário”. Se você comer três deles - lembre, a vida ainda é raríssima nesse planeta - aquela espécie será extinta.
Em tempo, no ínicio, existe uma galáxia e você escolhe para qual planeta você quer ir. Realmente não sei se depois de conquistar uma galáxia, haverá a possibilidade de ir para outra. Elas aparecem no jogo, aliás, ele é muito preciso nesse ponto. Claro que não é possível criar um jogo em “escala” exata do Universo, mas dá para ter uma idéia do tamanho de um sistema solar - sistema solar caracterizando todo e qualquer sistema com uma estrela e planetas ao redor (não só o nosso sistema) - e das distância entre as estrelas. Assim como da distância entre galáxias.
Depois que você atingir determinada fase, comendo adversários ou formando alianças, você vai se alimentando, descobrindo partes novas - e sempre poderá chamar uma companheira ou companheiro para acasalar. Quando isso ocorre - e o pudicismo americano entra em cena - as criaturinhas fazem uma espécie de dança, riem, cantam, e surge um ovo. Aí você poderá alterar novamente o aspecto da criatura. Usar os pontos de dna -como chamo a barra inferior onde aparece o progresso até a próxima fase evolucionária - para alterar, criar ou eliminar partes. Tudo a seu bel gosto.

(Tribo feliz. Talvez tenha nascido algum membro ou capturado algum inimigo…)
Resumindo, depois dessa fase vem a fase tribal. E será preciso construir prédios, casas, conquistar territórios e defender-se também. Fazer alianças ou partir para a destruição do animigo, a escolha é sua ou determinada pela circunstância do jogo, exatamente como na evolução que todas as espécies atuais existentes passaram durante sua história. E, é preciso lembrar, todas as espécies existentes hoje na Terra, são vencedoras. Não custa lembrar isso, mas é a realidade.
Há a fase tribal, depois virá a de cidades, onde existirão cidades. Com casas, fábricas, centros de entretenimento. E você poderá escolher dentre alguns modelos ou construrt tudo, desde o alicerce até o teto. Colocar passarelas, mudar as cores, formato do telhado. Utilizar blocos como se fosse um jogo de lego para criar o que se quiser. Essa é a grande graça do jogo. Mas, calma, o jogo propriamente dito nem começou ainda.

(Cidades: casas, fábricas; centros de entretenimento… mas, cuidado,
colocando fábricas demais a população ficará com a “felicidade” baixa)

(se a felicidade estiver baixa, ou você quiser mantê-la estável enquanto está a
anos-luz dali, coloque um “pacote ” de felicidade. Está vendo os fogos de artifício?)
Depois de colonizar bem seu planeta, defendendo-se de naves inimigas (e colhendo a especiaria - influência direta de “Duna” do genial Frank Herbert) e passando por várias situações, virá a fase espacial.
E é aí que o jogo atinge uma dimensão épica. Você sai do seu planeta, que continuará sendo sempre o seu lar - e partirá para o desconhecido. Outros sistemas estelares, outras civilizações. Elas poderão ser brincalhonas, guerreiras, as mais variadas. Você escolherá com quem formar alianças e de quem se afastar, para retornar mais forte e depois conquistá-las. E o jogo abre muitas possibilidades. Trocar especiarias de várias cores, alterar atmosfera de planetas inabitáveis ou com níveis baixos ou altos de atmosfera. Ou planetas que está muito frios ou muito quentes. Existe uma faixa onde a vida se adapta melhor. E cabe a você atingi-lá.
Com o tempo, você adquirirá pacotes de energia, armas, pacotes de colonização, pacotes para destruir um planeta inteiro. Equipamentos para alterar a atmosfera e a temperatura, como já citei. E, depois disso, precisará colocar criaturas - herbívoros, carnívoros ou onívoros, assim como árvores pequenas, médias e grandes.
Quando tudo estiver completo poderá colocar uma colônia com todas suas condições nesse planeta. E é assim que vai se formando seu império. Uma vez que exista uma raça inteligente em algum planeta, os demais planetas daquele sistema estelar não poderão ser colonizados por outra raça. A não se que você destrua ou conquiste aquele planeta, daí sim aquele sistema estelar será seu.

(gastar energia e tempo para atravessar a Galáxia é coisa do passado: com
os brilhantes buracos-negros de Spore, isso é possível em segundos)
E, para ficar “amigo” de outras raças, basta oferecer presentes em dinheiro ou realizar missões. As missões são variadas, algumas divertidas, outras quase um projeto de pesquisa para quem quer se agradar. Tipo, coletar amostras de todas as criaturas de determinado planeta e depois retornar com as descobertas, ou procurar determinado artefato, ou alguma coisa relacionada à religião da tal raça, e assim por diante, ad infinitum.
Em determinado momento, após jogar durante muito, mas muito tempo tempo - digamos, umas 3 semanas - dá para ver que o que foi feito ocupa uma porção infíma da galáxia. E que para percorrê-la por inteiro, levará um bom - e bota bom nisso - tempo.
Conforme você vai progredindo no jogo, ganhará medalhas. Medalhas de colonização, número de planetas visitados, e assim vai. Explorador 1, 2, 3 e vários outros tipos de “certificação”. E cada uma delas vai destravando novos pacotes. Que podem ser armas, ou a possibilidade de convidar raças amigas para que elas emprestem naves e voem junto com você para onde você for, etc etc etc…
Um dos pacotes é curioso: monolito. Você coloca o monolito em um planeta onde ainda não há nenhuma criatura inteligente (inteligente em termos de ser capaz de realizar viagens espaciais) e poderá retornar depois para ver como ela evoluiu - alguém aí lembrou de 2001, Uma Odisséia no Espaço? Filme do Kubrick e livraço do Arthur Clarke.
Sei que escrevi demais, mas o jogo merece isso. É uma época fantástica para os amantes de jogos. Já se falou muito nisso, mas quando penso na minha geração, por exemplo, que começou com os atáris e Odisseys do começo da década de 80 - isso sem contar dos fliperamas dos 70 e 80, que sobreviveram até os 90 e alguma coisa - jogos arcaicos, mas fantásticos, onde os programadores tinham espaço de 2, ou 3 kb (você faz idéia do quão pouco é isso???) e faziam miséria. Jogos como Enduro, Pitfall, River Raid, Pac-Man, Hero ou clássicos do Odissey como Come-Come, Senhor das Trevas, Didi na mina encantada, são parte presente e duradoura de nosso background. Jogos que jamais esqueceremos.
E, na época, jogava-se sozinho ou contra um companheiro, no mesmo videogame. Não existia internet como a de hoje, multiplayer era um conceito inexistente. Hoje, a coisa transformou-se de tal maneira que é difícil pensar em outra parte da humanidade que tenha se desenvolvido tanto.
E, jogos como Spore ainda são o começo. Novas tecnologias, novos chips, novas linguagens e formas de interação homem-máquina. Inteligência artificial aplicada à jogos.
Até assusta em pensar no que ainda virá.
Enquanto o futuro está chegando, aos poucos, tomando conta de nossas vidas, vamos jogando Spore, que é um jogo muito importante por uma simples razão: dá asas à imaginação, à criatividade.
PANSPERMIA:
Essa é uma teoria segundo a qual sementes de vida são prevalentes em todo o Universo e que a vida na Terra começou quando uma dessas sementes aqui chegou, tendo-se propagado. Essa idéia tem origem nos pensamentos de Anaxágoras, mas a sua versão mais moderna foi proposta por Hermann von Helmholtz em 1879. A panspermia tanto poderá ser interestelar ou interplanetária. Não existe ainda nenhuma evidência forte quer para contestar essa teoria quer para a suportar. Essas sementes viriam de outros planetas, cosmozoários ou de germes “transportados” por meteoritos.
Será essa idéia tão louca? Cientistas já encontraram - em meteoritos encontrados na Antártid - traços de bactérias de origem marciana. São inúmeros os compostos orgânicos, ou seja, à base do elemento carbono, que já foram detectados em cometas, em certos meteoritos (os condríticos carbonáceos) e no espaço, como por exemplo, em nebulosas. Esses dados são de extrema importância devido ao fato de todas as formas de vida da Terra serem compostas de carbono, desde um simples vírus até o ser humano.
A formulação em bases científicas da origem extraterrestre é antiga - em 1903, o químico sueco Svante Arrhenius (1859-1927) propôs a sua teoria da panspermia, que sustenta que a vida teria origem extraterrestre, onde esporos microbianos teriam sido trazidos à Terra a bordo de meteoritos e cometas, semeando a vida no planeta - note-se que essa teoria é anterior à descoberta de compostos orgânicos nos cometas; essa análise da origem da vida via extraterrestre é plausível e aceitável se levarmos em consideração a própria formação de água líquida, pois a mesma só pode ter se formado e tornado abundante depois que a crosta terrestre se resfriou e a atmosfera se formou; isso deixa, no máximo de 400 a 500 milhões de anos para o surgimento da vida.
Considera-se esse tempo extremamente curto, pois pela biologia clássica, a vida na Terra surgiu como produto de reações químicas pré-bióticas (Oparin, 1924 e Urey e Miller, 1953), então, a síntese da vida a partir da matéria abiótica foi mais rápida do que a evolução dos mais complexos seres vivos. Talvez até a água primordial dos oceanos tivesse sido trazida por cometas num passado remoto da Terra.
O espectroscópio, que através das cores analisa a luz emitida, está para um astrônomo ou exobiólogo como a lupa está para um detetive; no final da década de 60 foi descoberta a amônia (NH3) pela radioastronomia, e que as nuvens nos meios interestelares com hidrogênio (H), hélio (He), carbono (C), oxigênio (O), nitrogênio (N) e outros formam várias moléculas orgânicas complexas. Por exemplo, o HCOOH (ácido fórmico) e a H2CHN (metanimina) descobertos pela radioastronomia que, combinados, formam a glicina( NH2CH2COOH), aminoácido essencial para a vida que compõe as proteínas, foi detectado em uma nuvem interestelar na direção da constelação de Sagitário.
Análise de alguns meteoritos carbonáceos revelou a presença de aminoácidos, como por exemplo, o meteorito Murchison (J.C Ronin- Univ. Arizona) onde foram detectados 74 diferentes aminoácidos e dezenas de outros compostos orgânicos, revelando que há mais diversidade orgânica de aminoácidos em meteoritos do que na própria vida na Terra. Outro dado interessante é a detecção de HCN ( ácido cianídrico) e de H2O (água) na nebulosa de Órion (berçário de estrelas); em algumas nuvens interestelares foram identificadas moléculas mais complexas como C2H50H (álcool etílico). A espectroscopia ainda revelou radicais e moléculas orgânicas e água nos cometas, que seriam os “fecundadores” espaciais.
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