Archive for the ‘Cinema’ Category
Erros, milhões de erros
segunda-feira, abril 14th, 2008Engraçado, o portal Terra, sempre conhecido pela qualidade de seus artigos, anda cometendo alguns erros, digamos, infantis. Me chamou atenção a notícia dizendo que Sean Connery poderia fazer um papel de vilão em algum filme da série. E o valor do cachê - conforme aparecia no subtítulo - me pareceu irrisório: 10 mil libras.
Depois, no corpo da notícia, o valor que ele costuma cobrar de cachê: 10 MILHÕES de Libras.
E não adianta dizer que foi erro de digitação. Qualquer primata mais evoluído perceberia esse erro. Digo, um primata minimamente alfabetizado.
E, afinal, Connery interpretou 6 ou 7 vezes o papel do espião James Bond?
Mais um erro estúpido. Afinal, o que é que está acontecendo com o portal Terra?
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P.S.: Connery interpretou 7 (sete) vezes o papel do espião James Bond. Segue a relação:
(1) Dr. No (007 contra o satânico Dr. No) - 1962)
(2) From Russia with Love (Moscou contra 007) - 1963
(3) Goldfinger (007 contra Goldfinger) - 1964
(4) Thunderball (007 contra a chantagem atômica) - 1965
(5) You Only Live Twice (007 - Só se vive duas vezes) - 1967
(6) Diamonds Are Forever (007 - Os diamantes são eternos) - 1971
e
(7) Never Say Never Again (007 - Nunca mais outra vez) - 1983.
007 - James Bond - Quantum Of Solace
sábado, abril 12th, 2008O quê esperar do novo Bond? Pra quem não é fã, nada, não é pra esses que escrevo. Para os fãs, muita expectativa. “Casino Royale” já é um dos 5 melhores de toda a filmografia do agente 007, o diálogo entre Bond e Vesper Lynd quando se conhecem no trem é o melhor dos últimos 20 anos. Daniel Craig calou a boca dos críticos e fãs que já o apedrejavam antes mesmo do filme ser lançado.
Felizmente, não me incluo no rol dos detratores. Começei a admirar o talento dele em “Munique”. Logo depois, por acaso, assisti “Copenhagem”, onde ele interpreta o Weiner Heisenberg (sim, aquele mesmo, do princípio da incerteza).
Vou ser apedrejado aqui, mas ele já é meu Bond favorito. Com certeza, ele é mais ator que todos os outros Bonds, incluindo Sean Connery que era o mais charmoso, Roger Moore o mais engraçado (no sentido britânico de humor), George Lazemby o mais clássico, Pierce Brosnan o mais “calhorda” e Timothy Dalton o mais, bem, Timothy Dalton (coitado).
Bem, “Quantum Of Solace” (creio que não irão traduzir o título para o português, esse já está muito bom) começa vinte minutos após o final de Casino Royale. A palavra-chave aqui é: vingança.
A vingança de Bond pela morte de sua amada Vesper Lynd (a ótima Eva Green, de “Os Sonhadores”) o leva a tentar impedir os planos de Dominic Greene (Mathieu Amalric), membro da organização Quantum que posa de ambientalista e planeja tomar conta do suprimento de água da Bolívia. Para isso, ele quer derrubar o atual governo e colocar em seu lugar um fantoche, General Medrano (Joaquin Cosio) . Bond contará mais uma vez com a ajuda de seu amigo da CIA, Felix Leiter (Jeffrey Wright - um ator fraco, ainda não mostrou à que veio no cinema), Camille (Olga Kurylenko), uma agente russo-boliviana e da agente Fields (Gemma Arterton), sua colega no Mi6.
Agora é só aguardar.
Laika (Лайка) no Espaço - II - Final
sexta-feira, abril 11th, 2008Os americanos nunca enviaram um cão ao espaço porque eles são o melhor amigo do homem. Os russos o fizeram pelo mesmo motivo.”

(Laika a bordo do Sputnik 2 em imagem enviada pelo sistema de TV do satélite)

(Esta foto foi tirada por um astrônomo amador. Ela é exepcional por nada dizer. Apenas exibe de forma singela os últimos quinze segundos de existência do Sputinik 2 e sua passageira, morta há meses - Fonte: Spacenews.geoman.net - França)
NOS DIAS SEGUINTES AO LANÇAMENTO foi notado um aumento significativo na temperatura do compartimento biológico. O sistema de controle térmico apresentava sinais de ineficiência e por causa disso Laika sofreu condições extremamente desconfortáveis.
As altas temperaturas no interior da cápsula foram uma constante durante o vôo, e Laika acabou morrendo no dia 7 de novembro de 1957.
Análises posteriores confirmaram que Laika morrera devido ao excessivo aquecimento do seu contentor.
A ogiva protetora do satélite não se separou como deveria, por isso o mau funcionamento do sistema de controle térmico.
Numa entrevista recente, Dimitri Malashenkov, um dos cientistas envolvidos no projeto Sputnik 2, desabafou que era praticamente impossível construir um sistema confiável no prazo estabelecido.
A descoberta de Laika
UM ASPECTO IMPRESSIONANTE do vôo do Sputnik 2 foi a detecção de cinturões de radiação em torno do nosso planeta, mais tarde batizados como “Cinturões de Van Allen”.
A constatação veio apenas após 1 de fevereiro de 1958, através do satélite americano Explorer 1, o que deu aos Estados Unidos uma das primeiras grandes descobertas da história da Astronáutica.

(Selos comemorativos da Polônia, 1964 (à direita), Romênia, 1957 (acima), Albania e Mongólia (1982). Laika ainda recebe homenagens pelo mundo todo)
Na verdade os cientistas soviéticos não souberam interpretar a informação que tinham obtido em primeira mão!
Sem regresso
O SATÉLITE 2 PERMANECEU EM ÓRBITA DA TERRA por mais alguns meses, reentrando na atmosfera terrestre no dia 14 de abril de 1958, após 2.570 voltas em torno da Terra. Na volta, a cápsula ardeu até transformar em cinzas o já sofrido corpinho de Laika.
Uma leva de protestos por parte de associações de proteção aos animais alegou que o vôo da cadelinha era desnecessário, cruel e desumano. O vôo do Sputnik 2 com sua inocente passageira foi um exemplo de como a corrida espacial esteve movida pela política da Guerra Fria.
Em julho de 1998 Oleg Gazenko confessou estar profundamente arrependido de ter enviado Laika numa missão sem regresso: “Houve uma hipótese de lançar Laika – e lançamos! Faltou-nos uma análise consciente do que estávamos fazendo”, desabafou.
Curiosidades
• O Sputnik 2, com a cadelinha Laika, foi lançado na madrugada de 3/nov/1957
(23h30min de 2 de novembro no Brasil) no Cosmódromo de Baikonur, Rússia.
• O satélite reentrou na atmosfera sobre as Ilhas Antilhas, em 14 de abril do
ano seguinte, após 163 dias em órbita.
• Laika é uma palavra russa para “latido”. O animal era uma fêmea vira-lata, sem
dono, e encontrada nas ruas de Moscou pesando aproximadamente 6 kg.
• Também a chamavam Kurdrajevskaya, entre outros nomes. O mais comumente
aceito é que seu nome original era Kudryavka (Ondinha), sendo o animal rebatizado
como ‘Laika’, em honra a sua raça.
• Oficiais russos afirmaram na época que Laika teria morrido após cerca de 10 dias
em órbita, através de uma injeção letal.
• Mas em 2002, Dimitri Malashenkov revelou no The World Space Congress (realizado
em Houston, Texas), que Laika morreu numa situação de calor e pânico, entre cinco
e sete horas após o lançamento, quando seus sinais vitais foram interrompidos.
• Os sinais vitais da cadelinha foram transmitidos na freqüência de 40,002 MHz
e alguns radioamadores conseguiram captá-lo.
• Embora Laika não tenha sobrevivido, sua viagem trouxe os primeiros dados sobre
como um ser vivo reage no ambiente de microgravidade em órbita da Terra, e
abriu caminho para os vôos espaciais tripulados por humanos.
• A história de Laika emociona até hoje. Centenas de milhares de cães por todo o
mundo recebem o nome da cadelinha – que se tornou tão popular que muitas
pessoas nem mesmo sabem porque estão chamando seus cães assim.
Charlton Heston - 04/10/1924 - 05/04/2008
domingo, abril 6th, 2008Charlton Heston nasceu em 04/10/1924 e morreu em 05/04/2008.
Ganhou o apelido de “Mr. Épico” pelos filmes que fez, incluindo “Terremoto”, “Aeroporto”, “The Omega Man” (que ganhou uma versão repaginada com o Will Smith este ano chamada “Eu sou a Lenda”), “Júlio Cesar”, “Planeta dos Macacos”, “El Cid”, “Os Dez Mandamentos”, “O Maior Show da Terra” e o maior dos épicos, superando “A Ponte do Rio Kway”, “Lawrence da Arábia” e “Doutor Jivago”: “BEN HUR”.
Noves fora a imagem mostrada dele no “documentário” Tiros em Columbine do Michael Moore, o que dá para dizer de Charlton Heston é que ele sempre foi coerente. Qualquer pesquisada na internet mostra que ele foi dos primeiros a usar a sua imagem para falar dos direitos civis - antes que isso se tornasse “fashion” e usado por muitos para melhorar a imagem pública - e combater o preconceito. Sua defesa das armas apoiava-se na segunda emenda (e não na primeira, como muito erroneamente se fala) da constituição norte-americana. Eu mesmo sou contrário às armas, mas cada um é cada um.
Bom, o que mais falar desse homem? Nada. Pra quem já assistiu seus filmes, basta assistir novamente. Para quem não viu, uma pena.
Os Pilares da Terra - Ken Follett
quarta-feira, abril 2nd, 2008http://exclusivo.terra.com.br/interna/0,,OI2724527-EI1118,00.html
Ridley Scott adaptará para a TV romance ‘The Pillars of the Earth’ (Os Pilares da Terra)
SINOPSE: Emocionante, complexo, pontilhado de coloridos detalhes históricos, ‘Os pilares da terra’ traça o painel de um tempo conturbado, varrido por conspirações, jogos intrincados de poder, violência e surgimento de uma nova ordem social e cultural. A figura que melhor expressa os ideais que inspiraram Ken Follett a escrever este livro é Philip, prior de Kingsbridge, um homem que luta contra tudo e todos para construir um templo grandioso a Deus. Mas a galeria de personagens que gravitam em torno da catedral inclui Aliena, a bela herdeira banida de suas terras, Jack, seu amante, Tom, o construtor, William o cavaleiro boçal, e Waleran, o bispo capaz de tudo para pavimentar seu caminho até o lugar do Papa, em Roma. Como painel de fundo, uma Inglaterra sacudida por lutas entre os sucessores prováveis ao trono que Henrique I deixou sem descendentes. Épico que consegue captar simultaneamente o que acontece nos castelos, feiras, florestas e igrejas, ‘Os pilares da terra’ é a recriação magistral de uma época que nossa imaginação não quer esquecer.
A produtora de Tony e Ridley Scott adaptará para a televisão o romance The Pillars of the Earth de Ken Follet, em colaboração com a distribuidora alemã Tandem Communications, informaram hoje veículos de comunicação locais.
A série dará vida aos personagens do famoso livro de Ken Follet na Inglaterra do século XII, em uma história de amor, guerra e religião que tem como fio condutor a construção da catedral de Kingsbridge.
“A história de Ken Follett apresenta a riqueza e o brilho que nós sonhamos quando buscamos algo diferente”, disse Ridley Scott (Gladiador), que elogiou “a força da trama e a riqueza dos personagens”.
Tandem e Scott Free, produtora dos Scott, começarão a vender o programa na próxima feira MIPTV de Cannes.
“Queríamos aproveitar o tremendo sucesso do romance depois que Oprah Winfrey (apresentadora de televisão americana) se identificou com a obra. Esperamos que comece a ser exibida ano que vem”, disse David Zucker, presidente da Scott Free.
O estilo de Pillars, nome da série que terá cerca de oito episódios, seguirá o padrão de The Tudors, um programa que atualmente faz sucesso nos lares americanos e tem um custo de US$ 2 milhões por episódio.
A produtora dos Scott comunicou que, embora Follett não seja o responsável por adaptar o livro à televisão, estará tão envolvido no projeto “quanto desejar”, afirmou Zucker, que acrescentou que já começaram as negociações com um roteirista.
“O panorama da televisão nos Estados Unidos está mudando dramaticamente após a greve dos roteiristas e as grandes emissoras estão buscando materiais originais de diferentes origens”, explicou Zucker.
Tandem, que passou os últimos oito anos tentando comprar os direitos de Pillars para a televisão, se encarregará das vendas internacionais do produto, além de co-produzir a série.
The Pillars of the Earth (1989) é um dos livros mais bem-sucedidos dos últimos tempos, com mais de 14 milhões de cópias vendidas no mundo todo.
O último romance de Follett, World Without End, a esperada seqüência de The Pillars of the Earth, continua entre os livros mais vendidos do jornal The New York Times desde que foi lançado, em 1º de outubro.
114. Le Salaire de la peur (The Wages of Fear) - O Salário do Medo - 1953
domingo, dezembro 9th, 2007Neste thriller, quatro homens vivendo em uma situação precária num vilarejo da América do Sul recebem uma oferta tentadora financeiramente, porém perigosa. Eles devem atravessar o país com dois caminhões carregados de explosivos e levá-los até um poço de petróleo. Um clássico, com Yves Montand.
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113. Ran - 1985
sábado, dezembro 8th, 2007Ran (乱, “Caos”) é um filme de 1985 de Akira Kurosawa, baseado na peça King Lear de William Shakespeare.

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No Japão do século 16, um senhor feudal decide dividir suas posses entre os três filhos. Os mais velhos se tornam rivais e começam a lutar pelo controle total das terras, o que ameaça arruinar os domínios da família. O filho mais novo, que quer se manter fiel ao pai, é banido pelos irmãos e é o único com coragem para lhe contar o que está acontecendo. Ran é uma livre adaptação de Rei Lear, de Shakespeare, mantendo apenas a linha principal da história. Um épico com imagens belas e detalhadas, com batalhas grandiosas e sangrentas e com a destreza de Kurosawa em lidar com a linguagem cinematográfica.
112. Kill Bill: Vol. 1 - 2003
sábado, dezembro 8th, 2007Kill Bill é o quarto filme escrito e dirigido por Quentin Tarantino e foi dividido em 2 partes: Kill Bill: Volume 1 e Kill Bill: Volume 2.

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Visão geral
Kill Bill conta a história de vingança da Noiva/Mamba Negra (The Bride/Black Mamba) interpretada por Uma Thurman contra seus ex-parceiros do Deadly Viper Assassination Squad (Esquadrão Assassino de Víboras Mortais)”. Há várias referências à cultura pop, ao gênero Western Spaghetti, trash, anime e filmes antigos asiáticos de kung fu.
Volume 1
Nesta primeira parte o diretor exerce seu poder ao criar uma obra com violência caricata impressionante. Há pitadas de humor e muita ação. Inicia com um provérbio Klingon já denunciando o tom do filme: “Revenge is a dish best served cold.”, algo como “A vingança é um prato que é melhor servido frio”. Ou seja, é um filme sobre vingança. Esta parte da obra mostra a vingança da Noiva contra Vernita Green (Vivica A. Fox) e O-Ren Ishii (Lucy Liu). Há explicações de o que aconteceu após ela ficar 4 anos em coma, sobre o passado de O-Ren Ishii (em anime), onde ela conseguiu a espada Hattori Hanzo e cenas de luta bem coreografadas com destaque para a travada contra Go-Go Yubari (Chiaki Kuriyama), além de uma apresentação musical do grupo de rock japonês, “The 5,6,7,8’s”.
Há curiosidades que percebemos ao assistir o vol.1: a primeira delas é que o próprio Bill nunca aparece. Só ouvimos sua voz em alguns momentos e sua mão direita aparece brevemente. Outra é o nome verdadeiro da Noiva. Toda vez que é citado, um bip encobre o som e não conseguimos identificá-lo. Uma dica é prestar atenção na passagem aérea quando a Noiva vai para Tóquio e/ou Okinawa.
Curiosidades
* O ator Kenji Oba que interpretou o Gyaban, aparece ao lado de Sonny Chiba como um sushiman.
* O filme Kill Bill foi lançado em 2003, justamente no ano em que Bruce Lee já completava 30 anos do seu falecimento.
* O filme kill Bill fez várias referencias de Bruce Lee, começando pela roupa amarela e preta em que a atriz Uma Thurman veste e os capangas de O-Ren Ishii usam mascaras que lembram muito Kato, personagem de Bruce Lee da série Besouro Verde (The Green Hornet) e o tema da série Besouro Verde tambem é ouvido no filme.
* Outra que poucos sabem, Quentin Tarantino exibiu durante o filme uma foto de um homem procurado pela polícia, esse homem era o ator que fazia o Zordon (Power Rangers), grande amigo de Quentin Tarantino e que havia morrido uma semana antes de lançarem o filme, decidindo então incluir uma cena em homenagem ao seu amigo.
* O terceiro capanga de Oren-Ishii que desce a escada logo no início, contando da esquerda para a direita, é o mesmo ator que fez o antigo seriado Jaspion. Em entrevista Quentin Tarantino afirmou que foi uma clara homenagem aos seriados japoneses de antigamente, por isso essa integração de épocas e de atores.
111. Unforgiven - Os imperdoáveis - 1992
sábado, dezembro 8th, 2007Unforgiven, ou Imperdoável (pt), ou Os imperdoáveis (br), é um Western de 1992, dirigido e protagonizado por Clint Eastwood e vencedor dos Oscars de Melhor Filme e de Melhor Diretor. A produção ainda conta com Gene Hackman, Morgan Freeman, Richard Harris, Jaimz Woolvett, Saul Rubinek e Frances Fisher. Há um outro filme chamado The Unforgiven, de 1960, sem relação com esse.
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O filme é sobre pistoleiros semi-aposentados que trabalham por dinheiro. Eles aceitam se unir a um jovem cowboy para um último trabalho. Nesse filme desmitificador do Velho Oeste, a violência não é gloriosa e se manifesta como reação da insegurança masculina ou então como efeito das bebidas. Já as mulheres não são vistas como estereótipos e os antigos heróis celebrizados pela literatura popular são mostrados como ineptos ou farsantes.
Sinopse
A história se passa na região do Wyoming por volta de 1880, quando um maldoso cowboy desfigura a face de uma prostituta com um chicote, ao ouvir um comentário pouco elogioso dela sobre determinado órgão de seu corpo. O xerife encontra o cowboy e seu amigo arruaceiro mas os libera mediante pagamento de uma indenização ao dono do saloon. As outras prostitutas ficam furiosas, pois já haviam sido maltratadas pelos mesmos indivíduos, e oferecem um prêmio para quem caçar e matar os cowboys.
Um jovem pistoleiro que chama a si mesmo de Schofield Kid (Woolvett), resolve ganhar o prêmio e recruta William Munny (Eastwood) — um infame pistoleiro aposentado, assassino e bandido que se reformou quando se casou com uma mulher honesta. Após a morte da esposa, Munny continuou a cuidar de dois filhos e da criação de porcos, mas aceita o trabalho pelo dinheiro. Munny chama seu sócio e vizinho, Ned Logan (Freeman), para ajudá-lo a caçar os dois homens.
Entretanto, outro pistoleiro, o “English Bob” (Harris), também resolve ganhar a recompensa. Bob chega a cidade junto com um jornalista contratado para escrever sobre suas façanhas. O livro se chamará “The Duke of Death.” (O duque da morte). Little Bill Daggett (Hackman), o xerife local e pistoleiro, resolve usar Bob como exemplo para evitar que novos pistoleiros apareçam na cidade em busca do prêmio e o ridiculariza e insulta em público. Quando Bob sai da cidade, o escritor resolve ficar para anotar as façanhas do temido xerife.
À noite, Munny e seus companheiros chegam a cidade e vão ao saloon se encontrar com as prostitutas.Enquanto espera pelos companheiros, o xerife descobre que Munny está armado. Se negando a entregar a arma, Munny é brutalmente espancado pelo xerife e seus auxiliares. Ele sai carregado da cidade pelos dois companheiros, que retornaram após conversar sobre o prêmio.
Munny se recupera graças a ajuda dos amigos e das prostitutas, e os três iniciam a caçada aos dois cowboys. Pouco depois de atacar os cowboys em um canyon, Kid revela que nunca tinha matado alguém e além disso é míope. O sócio de Munny também desiste e resolve deixar a caçada. Mas o xerife fica sabendo do ataque e resolve ir atrás de Munny e seus amigos.
O pistoleiro sem nome
Eastwood faz várias referências ao seu antigo e lendário personagem “Pistoleiro sem nome”, celebrizado por Sergio Leone nos filmes da “Trilogia dos Dólares”. Munny também é o forasteiro que chega a uma cidade para “acertar” as coisas. Ele frequentemente se mostra arrependido de seu passado e das várias atrocidades cometidas, que diz ter sido por efeito do alcóol. Eastwood certa vez chegou a declarar não se lembrar bem da época dos filmes de Leone, por estar constantemente embriagado.
Premiações
Além de melhor filme e melhor diretor, recebeu os Oscars de melhor ator coadjuvante (para Gene Hackman) e melhor montagem. Foi também indicado em outras cinco categorias: melhor ator (para o próprio Clint Eastwood), melhor direção de arte, melhor fotografia, melhor som e melhor roteiro original.
















