Archive for the ‘Astronomia’ Category

Animação do Sol

terça-feira, outubro 14th, 2008

Animação do Sol, visto pelo Extreme ultraviolet Imaging
Telescope (EIT) da Nasa, no curso de 6 dias, iniciando 27
de junho de 2005 (Courtesy of SOHO/EIT consortium).

Vênus e o Sol

terça-feira, outubro 14th, 2008

O Planeta Vênus, visto pelo Satélite Trace da Nasa, no
início de seu trânsito pelo Sol, em 08 de junho de 2004

O Sol

terça-feira, outubro 14th, 2008

O Sol, nosso Sol. Às vezes, jatos de plasma escapam da superfície do Sol. Nessa linha espectral, calcula-se a temperatura em aproximadamente 100.000 graus Celsius. As áreas mais claras, são as mais quentes. As em vermelho escuro, temperaturas mais baixas

(Courtesy of SOHO/EIT consortium)

Wow! - 15 de Agosto de 1977 - O dia em que “eles” fizeram contato

sexta-feira, outubro 10th, 2008

Wow! - o ponto no céu de onde veio o sinal

Em 15 de Agosto de 1977, ocorreu o evento conhecimo como “WOW!”. Que também ficou conhecido pelo código “6EQUJ5″. Foi, nada mais, nada menos, o primeiro contato extraterrestre dos tempos modernos, ou quase isso (noves fora inscrições rupestres com figuras usando roupas estranhas, lembrando astronautas, como eles não deixaram nada escrito, babau, apenas especulações). Este evento ficou conhecido como “sinal uau”, do inglês “wow”. Apesar de nunca ter sido dada nenhuma explicação razoável para o fenômeno, infelizmente não podemos dizer que realmente tivemos um contato extraterrestre. Vamos aos fatos.

(more…)

Spore - Jogo para PC (Máxis)

sábado, setembro 27th, 2008

O quê dizer de Spore? Até o momento, é o lançamento do ano para PC. Em seguida virá o GTA, que provavelmente arrebatará novamente os corações e mentes, mas SPORE é um jogo que merece estar no teu computador.

Spore
Spore

Clique aqui para comprar

Por várias excelentes razões, entre elas: é um simulador de Universo. O mais interessante no início é a teoria utilizada para o início da vida, que é chamada de Panspermia (Leia mais sobre a Panspermia ali embaixo). Você começa como uma criatura unicelular, ou algo parecido, e vai fazendo escolhas que determinarão o quê e como você será no futuro. Suas cores, formato, número de olhos, braços, pernas, tamanho. Depois da fase unicelular, que se se escolhe se será carnívoro ou herbívoro, e atingido o número suficiente de DNA, seu cérebro, em algum momento, evolui de estruturas menores. Logo, você poderá ir para terra firme.


(seja você quem for ou como for, nade e procure se alimentar)

Chegando lá, você estará na companhia de criaturas exatamente iguais à você, sua espécie cara-pálida. Existirá um ninho e um mapa indicando a posição dele e a existência de outras criaturas, ainda desconhecidas. Quando você travar contato com elas, escolherá o que fazer: formar uma aliança - e para isso precisará usar algumas habilidades como cantar ou dançar - ou simplesmente dar um rugido e começar a comer seu “adversário”. Se você comer três deles - lembre, a vida ainda é raríssima nesse planeta - aquela espécie será extinta.

Em tempo, no ínicio, existe uma galáxia e você escolhe para qual planeta você quer ir. Realmente não sei se depois de conquistar uma galáxia, haverá a possibilidade de ir para outra. Elas aparecem no jogo, aliás, ele é muito preciso nesse ponto. Claro que não é possível criar um jogo em “escala” exata do Universo, mas dá para ter uma idéia do tamanho de um sistema solar - sistema solar caracterizando todo e qualquer sistema com uma estrela e planetas ao redor (não só o nosso sistema) - e das distância entre as estrelas. Assim como da distância entre galáxias.

Depois que você atingir determinada fase, comendo adversários ou formando alianças, você vai se alimentando, descobrindo partes novas - e sempre poderá chamar uma companheira ou companheiro para acasalar. Quando isso ocorre - e o pudicismo americano entra em cena - as criaturinhas fazem uma espécie de dança, riem, cantam, e surge um ovo. Aí você poderá alterar novamente o aspecto da criatura. Usar os pontos de dna -como chamo a barra inferior onde aparece o progresso até a próxima fase evolucionária - para alterar, criar ou eliminar partes. Tudo a seu bel gosto.

(Tribo feliz. Talvez tenha nascido algum membro ou capturado algum inimigo…)

Resumindo, depois dessa fase vem a fase tribal. E será preciso construir prédios, casas, conquistar territórios e defender-se também. Fazer alianças ou partir para a destruição do animigo, a escolha é sua ou  determinada pela circunstância do jogo, exatamente como na evolução que todas as espécies atuais existentes passaram durante sua história. E, é preciso lembrar, todas as espécies existentes hoje na Terra, são vencedoras. Não custa lembrar isso, mas é a realidade.

Há a fase tribal, depois virá a de cidades, onde existirão cidades. Com casas, fábricas, centros de entretenimento. E você poderá escolher dentre alguns modelos ou construrt tudo, desde o alicerce até o teto. Colocar passarelas, mudar as cores, formato do telhado. Utilizar blocos como se fosse um jogo de lego para criar o que se quiser. Essa é a grande graça do jogo. Mas, calma, o jogo propriamente dito nem começou ainda.

(Cidades: casas, fábricas; centros de entretenimento… mas, cuidado,
colocando fábricas demais a população ficará com a “felicidade” baixa)

(se a felicidade estiver baixa, ou você quiser mantê-la estável enquanto está a
anos-luz dali, coloque um “pacote ” de felicidade. Está vendo os fogos de artifício?)

Depois de colonizar bem seu planeta, defendendo-se de naves inimigas (e colhendo a especiaria - influência direta de “Duna” do genial Frank Herbert) e passando por várias situações, virá a fase espacial.

E é aí que o jogo atinge uma dimensão épica. Você sai do seu planeta, que continuará sendo sempre o seu lar - e partirá para o desconhecido. Outros sistemas estelares, outras civilizações. Elas poderão ser brincalhonas, guerreiras, as mais variadas. Você escolherá com quem formar alianças e de quem se afastar, para retornar mais forte e depois conquistá-las. E o jogo abre muitas possibilidades. Trocar especiarias de várias cores, alterar atmosfera de planetas inabitáveis ou com níveis baixos ou altos de atmosfera. Ou planetas que está muito frios ou muito quentes. Existe uma faixa onde a vida se adapta melhor. E cabe a você atingi-lá.

Com o tempo, você adquirirá pacotes de energia, armas, pacotes de colonização, pacotes para destruir um planeta inteiro. Equipamentos para alterar a atmosfera e a temperatura, como já citei. E, depois disso, precisará colocar criaturas - herbívoros, carnívoros ou onívoros, assim como árvores pequenas, médias e grandes.

Quando tudo estiver completo poderá colocar uma colônia com todas suas condições nesse planeta. E é assim que vai se formando seu império. Uma vez que exista uma raça inteligente em algum planeta, os demais planetas daquele sistema estelar não poderão ser colonizados por outra raça. A não se que você destrua ou conquiste aquele planeta, daí sim aquele sistema estelar será seu.

(gastar energia e tempo para atravessar a Galáxia é coisa do passado: com
os brilhantes buracos-negros de Spore, isso é possível em segundos)

E, para ficar “amigo” de outras raças, basta oferecer presentes em dinheiro ou realizar missões. As missões são variadas, algumas divertidas, outras quase um projeto de pesquisa para quem quer se agradar. Tipo, coletar amostras de todas as criaturas de determinado planeta e depois retornar com as descobertas, ou procurar determinado artefato, ou alguma coisa relacionada à religião da tal raça, e assim por diante, ad infinitum.

Em determinado momento, após jogar durante muito, mas muito tempo tempo - digamos, umas 3 semanas - dá para ver que o que foi feito ocupa uma porção infíma da galáxia. E que para percorrê-la por inteiro, levará um bom - e bota bom nisso - tempo.

Conforme você vai progredindo no jogo, ganhará medalhas. Medalhas de colonização, número de planetas visitados, e assim vai. Explorador 1, 2, 3 e vários outros tipos de “certificação”. E cada uma delas vai destravando novos pacotes. Que podem ser armas, ou a possibilidade de convidar raças amigas para que elas emprestem naves e voem junto com você para onde você for, etc etc etc…

Um dos pacotes é curioso: monolito. Você coloca o monolito em um planeta onde ainda não há nenhuma criatura inteligente (inteligente em termos de ser capaz de realizar viagens espaciais) e poderá retornar depois para ver como ela evoluiu - alguém aí lembrou de 2001, Uma Odisséia no Espaço? Filme do Kubrick e livraço do Arthur Clarke.

Sei que escrevi demais, mas o jogo merece isso. É uma época fantástica para os amantes de jogos. Já se falou muito nisso, mas quando penso na minha geração, por exemplo, que começou com os atáris e Odisseys do começo da década de 80 - isso sem contar dos fliperamas dos 70 e 80, que sobreviveram até os 90 e alguma coisa - jogos arcaicos, mas fantásticos, onde os programadores tinham espaço de 2, ou 3 kb (você faz idéia do quão pouco é isso???) e faziam miséria. Jogos como Enduro, Pitfall, River Raid, Pac-Man, Hero ou clássicos do Odissey como Come-Come, Senhor das Trevas, Didi na mina encantada, são parte presente e duradoura de nosso background. Jogos que jamais esqueceremos.

E, na época, jogava-se sozinho ou contra um companheiro, no mesmo videogame. Não existia internet como a de hoje, multiplayer era um conceito inexistente. Hoje, a coisa transformou-se de tal maneira que é difícil pensar em outra parte da humanidade que tenha se desenvolvido tanto.

E, jogos como Spore ainda são o começo. Novas tecnologias, novos chips, novas linguagens e formas de interação homem-máquina. Inteligência artificial aplicada à jogos.

Até assusta em pensar no que ainda virá.

Enquanto o futuro está chegando, aos poucos, tomando conta de nossas vidas, vamos jogando Spore, que é um jogo muito importante por uma simples razão: dá asas à imaginação, à criatividade.

PANSPERMIA:

Essa é uma teoria segundo a qual sementes de vida são prevalentes em todo o Universo e que a vida na Terra começou quando uma dessas sementes aqui chegou, tendo-se propagado. Essa idéia tem origem nos pensamentos de Anaxágoras, mas a sua versão mais moderna foi proposta por Hermann von Helmholtz em 1879. A panspermia tanto poderá ser interestelar ou interplanetária. Não existe ainda nenhuma evidência forte quer para contestar essa teoria quer para a suportar. Essas sementes viriam de outros planetas, cosmozoários ou de germes “transportados” por meteoritos.

Será essa idéia tão louca? Cientistas já encontraram - em meteoritos encontrados na Antártid - traços de bactérias de origem marciana. São inúmeros os compostos orgânicos, ou seja, à base do elemento carbono, que já foram detectados em cometas, em certos meteoritos (os condríticos carbonáceos) e no espaço, como por exemplo, em nebulosas. Esses dados são de extrema importância devido ao fato de todas as formas de vida da Terra serem compostas de carbono, desde um simples vírus até o ser humano.

A formulação em bases científicas da origem extraterrestre é antiga - em 1903, o químico sueco Svante Arrhenius (1859-1927) propôs a sua teoria da panspermia, que sustenta que a vida teria origem extraterrestre, onde esporos microbianos teriam sido trazidos à Terra a bordo de meteoritos e cometas, semeando a vida no planeta - note-se que essa teoria é anterior à descoberta de compostos orgânicos nos cometas; essa análise da origem da vida via extraterrestre é plausível e aceitável se levarmos em consideração a própria formação de água líquida, pois a mesma só pode ter se formado e tornado abundante depois que a crosta terrestre se resfriou e a atmosfera se formou; isso deixa, no máximo de 400 a 500 milhões de anos para o surgimento da vida.

Considera-se esse tempo extremamente curto, pois pela biologia clássica, a vida na Terra surgiu como produto de reações químicas pré-bióticas (Oparin, 1924 e Urey e Miller, 1953), então, a síntese da vida a partir da matéria abiótica foi mais rápida do que a evolução dos mais complexos seres vivos. Talvez até a água primordial dos oceanos tivesse sido trazida por cometas num passado remoto da Terra.

O espectroscópio, que através das cores analisa a luz emitida, está para um astrônomo ou exobiólogo como a lupa está para um detetive; no final da década de 60 foi descoberta a amônia (NH3) pela radioastronomia, e que as nuvens nos meios interestelares com hidrogênio (H), hélio (He), carbono (C), oxigênio (O), nitrogênio (N) e outros formam várias moléculas orgânicas complexas. Por exemplo, o HCOOH (ácido fórmico) e a H2CHN (metanimina) descobertos pela radioastronomia que, combinados, formam a glicina( NH2CH2COOH), aminoácido essencial para a vida que compõe as proteínas, foi detectado em uma nuvem interestelar na direção da constelação de Sagitário.

Análise de alguns meteoritos carbonáceos revelou a presença de aminoácidos, como por exemplo, o meteorito Murchison (J.C Ronin- Univ. Arizona) onde foram detectados 74 diferentes aminoácidos e dezenas de outros compostos orgânicos, revelando que há mais diversidade orgânica de aminoácidos em meteoritos do que na própria vida na Terra. Outro dado interessante é a detecção de HCN ( ácido cianídrico) e de H2O (água) na nebulosa de Órion (berçário de estrelas); em algumas nuvens interestelares foram identificadas moléculas mais complexas como C2H50H (álcool etílico). A espectroscopia ainda revelou radicais e moléculas orgânicas e água nos cometas, que seriam os “fecundadores” espaciais.

Revista Macrocosmo - Edição 41

sexta-feira, setembro 26th, 2008

capa40.jpg

Download

Compilando dados de incontáveis fontes bioastrônomicas e analisando-os por meio do método de avaliação lógica foi elaborada a Equação Bioastronômica que tem por intenção estimar da maneira mais científica e plausível possível o potencial biótico da nossa galáxia. Confira esse e outros destaques da edição nº 41…

O trabalho científico de Sir William Herschel por Alberto Betzler
Mais do que o descobridor de um planeta, Herschel foi um brilhante astrônomo e construtor de telescópios, tendo realizado observações sistemáticas que iniciaram novos campos de pesquisa astronômica. Tais pesquisas geraram importantes contribuições para entendimento do Sistema Solar e da galáxia que habitamos.

Equação Bioastrônomica por Fabiano Leite
Compilando dados de incontáveis fontes bioastronômicas e analisando-os por meio do método de avaliação lógica foi elaborada a Equação Bioastronômica que tem por intenção estimar da maneira mais científica e plausível possível o potencial biótico da nossa galáxia.

A distância focal por Guilherme de Almeida
Este artigo é o primeiro de uma série dedicada ao conceito de distância focal e a várias das suas implicações. Ao longo dos vários artigos desta série iremos abordando sucessivamente, em sequência coerente, a começar pelos casos mais simples, aspectos muito relevantes para a astronomia de amadores.

Revista Macrocosmo - Edição 40

sexta-feira, setembro 26th, 2008

capa40.jpg

Download

Nebulosas Planetárias
por Marcelo Cruz
NEBULOSAS PLANETÁRIAS são cascas de gás ejetadas por uma estrela de massa intermediaria (0,8 a 8 M Sol) já nos estágios finais de evolução, na fase posterior às gigantes vermelhas e anterior às anãs brancas. Apresentam-se como nuvens de gás em volta de uma estrela muito quente, geralmente com uma simetria esférica ou bipolar. A origem do nome foi cunhada por William Herschell (1738-1822) em 1784 e se deve à semelhança desses objetos com os planetas gigantes

Bioastronomia
por Fabiano Leite
A BIOASTRONOMIA, também conhecida como Exobiologia e Astrobiologia, é uma ciência bastante arrojada e tecnologicamente avançada, pois de maneira interdisciplinar perscruta o Universo na busca de dados relativos a sua estrutura e potencial biótico. Por meio de uma análise criteriosa percebemos que é difícil citar alguma ciência que não esteja ligada diretamente ou indiretamente com a Bioastronomia, até porque quando se estuda sobre a possibilidade de vida extraterrestre faz-se necessário o estudo minucioso do único planeta habitado por vida inteligente que conhecemos: a Terra. E este estudo se dá por meio da Geologia, Química, Ecologia, Psicologia, Antropologia, Genética, Neurologia, Sociologia etc.

Melhore seu Telescópio
por Guilherme de Almeida
ESTE ARTIGO ABORDA a realização de um melhoramento essencial nas dovetails, com vista a evitar a deterioração nas suas faces laterais, causada pelo aperto dos parafusos de fixação. Pode ainda evitar a queda do tubo óptico caso haja deslizamento da dovetail em relação à fêmea de suporte. Trata-se de um melhoramento de fácil realização requerendo apenas alguns preparativos prévios para assegurar a boa estética e a perfeição do resultado final. O melhoramento proposto pode ser aplicado tanto às dovetails Vixen como a outras semelhantes

Phoenix Lander - Mais “objetos estranhos” encontrados no solo de Marte

segunda-feira, maio 26th, 2008

Clique na foto para ampliar (vai abrir uma nova janela)

Bom, acho que essa aí é a prova cabal de que não estamos sozinhos.

Ainda bem, já estava de saco cheio de sempre ver as mesmas caras :)

Phoenix Lander pousa em Marte - Primeira foto polêmica

segunda-feira, maio 26th, 2008

A Phoenix Lander da Nasa acabou de pousar em Marte. E a Nasa já divulgou as primeiras fotos. Como uma prova do que o Carl Sagan escreveu em vários de seus livros, a mente humana possui uma capacidade incrível de pegar imagens ou fatos desconhecidos e “catalogá-los” de acordo com o nosso próprio “software”.

Um exemplo disso é o famoso “Rosto de Marte”, que depois provou ser apenas uma ilusão de ótica formado por rocha e sombras.

Ainda não li nada sobre essa foto - uma das primeiras - divulgadas pela Nasa, transmitida pela Phoenix Lander. Mas bati o olho nela e já reconheci um padrão: algo que parece uma “roda”, semi-enterrada. Peguei a foto e até coloquei a parte ampliada para melhor destacar.

Sei, é uma ilusão, mas que é bom para nossa imaginação pensar que estamos vendo os restos de uma civilização que se foi, um objeto qualquer semi-enterrado na “poeira marciana”, é, se é!

Clique na foto para ampliar (vai abrir em uma nova janela)

Mais fotos e informações sobre essa missão da Nasa, clique aqui

Laika (Лайка) no Espaço - II - Final

sexta-feira, abril 11th, 2008

Os americanos nunca enviaram um cão ao espaço porque eles são o melhor amigo do homem. Os russos o fizeram pelo mesmo motivo.”


(Laika a bordo do Sputnik 2 em imagem enviada pelo sistema de TV do satélite)

(Esta foto foi tirada por um astrônomo amador. Ela é exepcional por nada dizer. Apenas exibe de forma singela os últimos quinze segundos de existência do Sputinik 2 e sua passageira, morta há meses - Fonte: Spacenews.geoman.net - França)

NOS DIAS SEGUINTES AO LANÇAMENTO foi notado um aumento significativo na temperatura do compartimento biológico. O sistema de controle térmico apresentava sinais de ineficiência e por causa disso Laika sofreu condições extremamente desconfortáveis.

As altas temperaturas no interior da cápsula foram uma constante durante o vôo, e Laika acabou morrendo no dia 7 de novembro de 1957.

Análises posteriores confirmaram que Laika morrera devido ao excessivo aquecimento do seu contentor.

A ogiva protetora do satélite não se separou como deveria, por isso o mau funcionamento do sistema de controle térmico.

Numa entrevista recente, Dimitri Malashenkov, um dos cientistas envolvidos no projeto Sputnik 2, desabafou que era praticamente impossível construir um sistema confiável no prazo estabelecido.

A descoberta de Laika
UM ASPECTO IMPRESSIONANTE do vôo do Sputnik 2 foi a detecção de cinturões de radiação em torno do nosso planeta, mais tarde batizados como “Cinturões de Van Allen”.

A constatação veio apenas após 1 de fevereiro de 1958, através do satélite americano Explorer 1, o que deu aos Estados Unidos uma das primeiras grandes descobertas da história da Astronáutica.


(Selos comemorativos da Polônia, 1964 (à direita), Romênia, 1957 (acima), Albania e Mongólia (1982). Laika ainda recebe homenagens pelo mundo todo)

Na verdade os cientistas soviéticos não souberam interpretar a informação que tinham obtido em primeira mão!

Sem regresso
O SATÉLITE 2 PERMANECEU EM ÓRBITA DA TERRA por mais alguns meses, reentrando na atmosfera terrestre no dia 14 de abril de 1958, após 2.570 voltas em torno da Terra. Na volta, a cápsula ardeu até transformar em cinzas o já sofrido corpinho de Laika.

Uma leva de protestos por parte de associações de proteção aos animais alegou que o vôo da cadelinha era desnecessário, cruel e desumano. O vôo do Sputnik 2 com sua inocente passageira foi um exemplo de como a corrida espacial esteve movida pela política da Guerra Fria.

Em julho de 1998 Oleg Gazenko confessou estar profundamente arrependido de ter enviado Laika numa missão sem regresso: “Houve uma hipótese de lançar Laika – e lançamos! Faltou-nos uma análise consciente do que estávamos fazendo”, desabafou.

Curiosidades
• O Sputnik 2, com a cadelinha Laika, foi lançado na madrugada de 3/nov/1957
(23h30min de 2 de novembro no Brasil) no Cosmódromo de Baikonur, Rússia.

• O satélite reentrou na atmosfera sobre as Ilhas Antilhas, em 14 de abril do
ano seguinte, após 163 dias em órbita.

• Laika é uma palavra russa para “latido”. O animal era uma fêmea vira-lata, sem
dono, e encontrada nas ruas de Moscou pesando aproximadamente 6 kg.

• Também a chamavam Kurdrajevskaya, entre outros nomes. O mais comumente
aceito é que seu nome original era Kudryavka (Ondinha), sendo o animal rebatizado
como ‘Laika’, em honra a sua raça.

• Oficiais russos afirmaram na época que Laika teria morrido após cerca de 10 dias
em órbita, através de uma injeção letal.

• Mas em 2002, Dimitri Malashenkov revelou no The World Space Congress (realizado
em Houston, Texas), que Laika morreu numa situação de calor e pânico, entre cinco
e sete horas após o lançamento, quando seus sinais vitais foram interrompidos.

• Os sinais vitais da cadelinha foram transmitidos na freqüência de 40,002 MHz
e alguns radioamadores conseguiram captá-lo.

• Embora Laika não tenha sobrevivido, sua viagem trouxe os primeiros dados sobre
como um ser vivo reage no ambiente de microgravidade em órbita da Terra, e
abriu caminho para os vôos espaciais tripulados por humanos.

• A história de Laika emociona até hoje. Centenas de milhares de cães por todo o
mundo recebem o nome da cadelinha – que se tornou tão popular que muitas
pessoas nem mesmo sabem porque estão chamando seus cães assim.

Sign up for PayPal and start accepting credit card payments instantly.