Anthem - de Ayn Rand
Anthem é um romance distópico de Ayn Rand, publicada originalmente em 1938. A estória ocorre em um futuro inespecífico quando a humanidade entrou em outra época de escuridão como resultado dos males da irracionalidade , coletivismo (o estado é sempre maior que o indivíduo) e a fraqueza do pensamento socialista e econômico. Os avanços tecnológicos são cuidadosamewnte planejados (quando e como) e o conceito de individualismo foi eliminado (por exemplo, a palavra “I” - Eu - desapareceu das línguas). Como é comum em seu trabalho, Rand traça uma distinção clara entre os valores de igualdade e fraternidade do socialismo/comunismo e os valores de propriedade e individualidade do Capitalismo.
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Muito dos temas presentes aqui, ressurgiram com força e na forma definitiva nos trabalhos posteriores da autora, como The Fountainhead (A Nascente) e Atlas Shrugged (Quem é John Galt?) . Entretanto, o estilo empregado em “Anthem” é único entre os trabalhos de Rand, cuja narrativa é mais centrada e econômica, com pouco uso de discursos filosóficos colocados em falas de personagens, como nos livros já citados. É provavelmente sua obra mais “acessível”.
Sumário
“Equality 7-2521″ (Igualdade 7-2521) , escrita em um túnel sobre a terra, explica o background dessa sociedade. Seu uso exclusivo dos pronomes no plural (nós, vocês, eles) para referir-se a si mesmo ou aos outros, é óbvio. A idéia do Conselho Mundial é eliminar todas as idéias individualistas. Pessoas são presas ou queimadas ao dizer a “Palavra Proibida” (que não é revelada durante o livro, somente ao final).
Influências em Anthem
Rand descreve um conto que ela leu em um jornal, num sábado à tarde, em meados de 1937, que a influenciaram a escrever Anthem.
A estória em questão foi certamente a escrita por Stephen Vincent Benét, “By the Waters of Babylon,” publicada no Washington Post em 1937.
Anthem também apresenta semelhanãs notáveis com da novela “We” de Yevgeny Zamyatin, que também influenciou Nineteen Eighty-Four (1984) de George Orwell. Como Zamyatin, Rand viveu algum tempo a experiência do regime Soviético. E, naquela época, onde o coletivismo era a regra, onde a idéia que o indivíduo não era nada, apenas um pilar do coletivo, explica-se o surgimento de dois livros com tema tão parecido.
Influência na cultura popular
2112
A mais notável influência desse trabalho de Ayn Rand na cultura popular é o álbum “2112″ do grupo canadense de Rock Progressivo Rush, lançado em 1976. É um álbum conceitual, cuja estória apresenta grandes paralelos com “Anthem”.
Nas notas do álbum, Neil Peart, o baterista-letrista, agradece “the genius of Ayn Rand” (Ao gênio de Ayn Rand).
É fato, Neil Peart se tornou, talvez, o maior popularizador das idéias de Ayn Rand. Este mesmo que vos escreve, passou a “caçar” os livros da Ayn Rand após ler, numa F.A.Q. sobre o Rush, que albuns como 2112 e muitas idéias presentes nas letras da banda, fazem referência às idéias da autora.
Assim como o disco “2112″ é baseado em Anthem, o álbum “Fly By Night” possui uma musica, a primeira, chamada “Anthem.













